O céu grita, angustiado. Mostra a sua cara de zangado. Liberta tudo o que reteve por tanto tempo. Chora. Mas as suas lágrimas são doces, não salgadas.
Desta vez apeteceu-me gritar com ele. Chorar com ele. Sentir a sua força na minha pele, deixar as suas lágrimas lavar a minha alma, os meus pensamentos, as minhas preocupações. Mas quando dei conta passou, o céu ficou azul.
“Não é justo” pensei “até a tempestade me virou as costas…”
(10.012011)
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