Desespero. Aperta a garganta com toda a força. Tira-me o ar. A fala. Perco o raciocínio. A razão. A lógica. Afoga-me. Sinto medo, pânico, terror.
Luto para vir à superfície. Preciso de respirar. Urgentemente. Mas o desespero é mais forte. Tem armas contra as quais não consigo lutar. Entra em mim e paralisa-me. Lentamente, entra na minha mente e faz das suas. Mistura coisas, troca certezas por incertezas, planta mentiras, abala a minha confiança, suga cada bocadinho de esperança que tenho. É uma luta inglória. Na qual eu estou a perder.
Luto para vir à superfície. Preciso de respirar. Urgentemente. Mas o desespero é mais forte. Tem armas contra as quais não consigo lutar. Entra em mim e paralisa-me. Lentamente, entra na minha mente e faz das suas. Mistura coisas, troca certezas por incertezas, planta mentiras, abala a minha confiança, suga cada bocadinho de esperança que tenho. É uma luta inglória. Na qual eu estou a perder.
(18.01.2011)
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