Fechei as portas ao público. Cada pessoa que entrava era uma desilusão que trazia. Desisti. Desisti das pessoas, desisti das desilusões. Tijolo a tijolo construí uma fortaleza. Nada entra, nada sai. É uma protecção, um escudo. Foi sem querer. Juro. Mas agora está feito, não há como voltar atrás. Ou há? Não sei. “Só sei que nada sei”, lá dizia o outro e muito bem. Um murmúrio enche os corredores. É só o vento. Ou serão os meus pensamentos? Tenho as ideias baralhadas. Sou a Rainha do meu castelo. Mas às vezes pergunto-me se não precisarei de um Rei..
(10.01.2011)
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