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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Definições


Tudo o que é anormal nos outros é normal em mim. Sou uma coisa estranha. Difícil de perceber. Lidar comigo é uma luta constante, que implica muito sangue, suor e lágrimas. E eu tenho grandes armas. Parvoíce é uma delas, por exemplo.
Sou algo tão fácil de odiar e tão, mas tão difícil de amar…
Imaginem um campo minado, onde se tem de andar com muito cuidado, sempre alerta, sem saber onde se pode pôr os pés, sem saber quando se pode falar, sem saber quando vai explodir qualquer coisa. Pois. Sou tipo isto.
Desculpem-me por ser assim. Sou pior que um quebra-cabeças, pior que um exame para o qual não se estudou, pior que sair de casa com uma tempestade, pior do que a crise do nosso país.
Sim, sou assim, um amor de pessoa! Desculpem-me por vos complicar tanto a vida...
E por isso agradeço às pessoas que travam grandes guerras para me conseguir conhecer, entender, amar…. Para elas uma grande OBRIGADO e PARABÉNS pela coragem… Espero sinceramente que o esforço valha a pena.


(21.01.2011)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Penedo


(legenda)

Balada do 6º ano médico de 1958
Nas suas bodas de prata

Penedo da Saudade, Coimbra


“Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.
Que as lágrimas do meu pranto
São a luz que lhe dá vida.
Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida…

Não me tentes enganar
Coma tua formosura
Que para além do luar
Há sempre uma noite escura.

Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.
Que as lágrimas do nosso pranto
São a luz que lhe dá vida
Coimbra em mais encanto
Na hora da despedida…”

Coimbra Maio de 1983

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Água

 Um dia, inundo um Oceano…

(18.01.2011)

Desespero

Desespero. Aperta a garganta com toda a força. Tira-me o ar. A fala. Perco o raciocínio. A razão. A lógica. Afoga-me. Sinto medo, pânico, terror.

Luto para vir à superfície. Preciso de respirar. Urgentemente. Mas o desespero é mais forte. Tem armas contra as quais não consigo lutar. Entra em mim e paralisa-me. Lentamente, entra na minha mente e faz das suas. Mistura coisas, troca certezas por incertezas, planta mentiras, abala a minha confiança, suga cada bocadinho de esperança que tenho. É uma luta inglória. Na qual eu estou a perder.

(18.01.2011)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A: amizade

A amizade é.
Somar alegrias,
Dividir tristezas,
Partilhar o espaço,
Silenciar o segredo,
Vir sem ser chamado,
Respeitar as diferenças,
Acalmar as tempestades,
Um estrela na escuridão,
Uma bússola no Oceano,
Um abrigo, um refúgio.
É uma forma de amar.

(Sónia Costa, algures em 2010)

Escrever e ler: os outros

"A escrita é a pintura da voz." (Voltaire)

"A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo." (Joseph Addison)

"O mais difícil não é escrever muito: é dizer tudo, escrevendo pouco." (Júlio Dantas)

"A leitura faz ao homem completo; a conversa, ágil, e o escrever, preciso." (Francis Bacon)

"O gosto pela escrita cresce à medida que se escreve. " (Erasmo de Rotterdam)

"Uma boa leitura dispensa com vantagem a companhia de pessoas frívolas." (Marquês de Maricá)

"Escrever é uma maneira de falar sem sermos interrompidos." (Sofocleto)

"Em muitas ocasiões, a leitura de um livro fez a fortuna de um homem, decidindo o curso de sua vida." (Ralph Waldo Emerson)

"Escrever é também não falar. É calar-se. É gritar sem ruído." (Marguerite Duras)

"A leitura é uma conversação com os homens mais ilustres dos séculos passados." (René Descartes)

"Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias." (Pablo Neruda)

"A leitura deve ser para o espírito como o alimento para o corpo, moderada, sã e de boa digestão." (Marquês de Maricá)

"É bom escrever porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar a uma multidão." (Cesare Pavese)

"Quem não lê não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo." (Paulo Francis)

"Devemos escrever para nós mesmos, é assim que poderemos chegar aos outros. " (Eugène Ionesco)

"A leitura, como a comida, não alimenta senão digerida." (Marquês de Maricá)

"A escrita é a única forma perfeita do tempo. " (Jean-Marie Le Clézio)

"Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?" (Fernando Pessoa)

"Ou escreves algo que valha a pena ler, ou fazes algo acerca do qual valha a pena escrever. " (Benjamin Franklin)

"A leitura engrandece a alma." (Voltaire)


(http://www.sitequente.com/frases/leitura.html e http://www.webfrases.com/mostrar_frases.php?id_frases=113)

O amor da minha vida

"Hoje foi um dia muito especial para nós... Finalmente conheceste a minha família!
Ela adorou-te, como era de esperar, e disse que ficava-mos muito bem juntos.
Apesar de ainda não termos autorização para estar juntos, já partilhámos momentos, já iniciámos a nossa história.
Sem dúvida que a tua presença é uma das coisas mais importantes desta nova fase da minha vida, afinal, tu representas uma vitória!
Lutei 13 anos por ti, passei por muito na minha vida até finalmente te ter... Mas as melhores coisas que temos na vida são sempre aquelas que deram mais luta.
Há muito que te conhecia, tu não sabias, mas já eras por mim desejado. Amor à primeira vista? Sim...
Não quero parecer convencida, mas penso que fazemos a dupla perfeita: adoro o teu toque, o teu cheiro, a tua beleza, o teu conforto...
Sei que existem mais como tu por aí, mas para mim tu és especial, diferente, único!
Uma das coisas que te dá tanto valor é o facto de me teres sido “apresentado” pela minha irmã. Sei que lhe custo, mas que o fez com gosto. Nunca o esquecerei!
A certa altura da minha vida, eras para mim uma utopia.
Desanimei, pensei que nunca serias meu... Mas com esforço e dedicação, mereci-te!
Tu fazes-me lembrar que devemos sempre lutar pelos nossos sonhos com força, determinação e coragem.
Entre o dia 6/4/2010 e o dia 7/4/2010, seremos finalmente um só, reconhecidos por toda a agente.
Se soubesses com anseio por sentir o teu toque no meu pescoço!
Sei que ainda tenho um longo caminho pela frente, mas eu quero mostrar-te que  vales a pena!
Tu és sem dúvida o maior símbolo académico que existe, és como um símbolo universal... Tu acabas com as diferenças, estatutos... Contigo somos todos iguais, uma multidão de preto e branco.
Por ti, despeço-me de um ano maravilhoso da minha vida, mas agora está na hora de trocar os papeis e ficar no lado oposto nas praxes.
Não considero uma mudança boa ou má, simplesmente diferente.
Traje, ainda vamos passar por muito juntos... Conto as horas até ao nosso derradeiro encontro na Sé-Velha...
Despeço-me com saudades e ansiosa por te ver,

Sónia (ainda caloira), para ti...TRAJE *.* "

(9.06.2010)

domingo, 16 de janeiro de 2011

:s

Tens um toque tão suave que às vezes mal se sente. No entanto, o que tu transmites é sempre forte, de uma força brutal, completamente oposta ao que fazes sentir.
Nunca percebi de onde vens, onde moras, onde ficas pacientemente à espera duma oportunidade para fazeres o teu show.
Adoras mostrar-te. Porquê? Para quê? Eu não te quero, não percebes?! Não és bem vinda aqui. Vai-te embora, por favor…
Uma das tuas características é nunca andares sozinha. Se tu apareces, lá vem todas as tuas amiguitas atrás. Tens medo? Ninguém te faz mal!
Um dia provei-te. És salgada. Mas tu vens do mar ou quê?! És um completo mistério para mim!!!
Mas pronto, não quero ser mazinha… Não tens só coisas más. Às vezes vens de gargalhadas, às vezes transmites alívio. Mas é que é só mesmo às vezes…
Só que desta vez não é esse o caso. Por isso imploro-te: não venhas.
Quero ser forte. Quero prender-te com grades e cadeados. Impedir-te de sair. Mas tu és obstinada. Caprichosa. Ou simplesmente teimosa. Seja como for, lá vens tu, contra tudo e contra todos. Ena, que festa!!! -.-
Desisto. É uma luta inglória onde eu perco sempre…

Lágrima

(16.01.2011)

sábado, 15 de janeiro de 2011

?????


Quem és tu? Observo-te com atenção. Pareces-me familiar. Ou talvez não. És estranha. Pareces triste. Ou desanimada. Talvez um pouco zangada também. Não te entendo. Queres alguma coisa? Porque não me respondes? Olhas-me com um olhar confuso. Pareces um puzzle sem as peças todas. És uma confusão de coisas sabias? És tanto mas ao mesmo tempo não és nada. És uma grande coisa de coisa nenhuma! Observo-te mais de perto. E mais. E mais. Mas mesmo assim não chego a conclusão nehuma. Posso dizer-te que és abstracta? Não se se faz muito sentido...
Olho-te com mais atenção... Mas afinal quem és tu??? Quem é esta pessoa que me olha do espelho?!

(14.01.2011)

Príncipe

Onde estás tu com o teu cavalo branco? Já estou cansada desta torre maldita, fria, escura, húmida, solitária, sombria. Espero por ti. Espero, espero, espero e desespero. Impaciente, procuro-te pela janela, mas não te vejo. Começo a duvidar das histórias. Se calhar não existes. Mas se não existes eu não deveria estar aqui, certo? Procuro-te mais uma vez. Desço os olhos aos chão, desanimada. Sento-me. Respiro fundo. E espero. Pacientemente. Ou impacientemente. Por ti. E pelo teu cavalo branco.

(14.01.2011)

Ilusões

Escrevo. Escrevo sem nexo, sem rumo, sem destino. Escrevo para ti, mesmo sabendo que nunca me vais ler, mesmo sabendo que seria desastroso se algum dia me lesses.
Escrevo porque arruinas-te o meu conto de fadas, porque arrancas-te brutalmente dos meus olhos os óculos cor-de-rosa. Eu teria dos tirar um dia, sim. mas não precisava ser assim. Mostras-te que o que eu considerava a minha vida afinal foi uma ilusão. Uma mentira. E isso dói tanto, mas tanto...
Quem és tu, quem sou eu? O que fomos nós? E o que somos agora? Somos algumas coisa ou apenas dois estranhos a tentar manter laços imaginários? Acho que me perdi nesta teia que foste tecendo à minha volta. Ajuda-me. Mostra-me o caminho a seguir...
(12.01.2011)

Tu

Eu pedi. Eu implorei. “Não vás”. Mas tu foste. Tinhas de ir, eu percebo. Mas na altura não percebi. Foi uma dor tão grande. Foi o desmoronar de uma vida. Uma vida não perfeita, mas nenhuma o é. Eu já devia estar á espera. Lá no fundo até estava. Mas lutava contra esse pressentimento. Senti-me abandonada por ti. A casa ficou vazia. Estava habituada á nossa nova rotina, só tu e eu.
Tínhamo-nos aproximado tanto. E tu vais. Assim, do nada. É injusto. Foi injusto. Foi melhor assim? Eu achava que sim. Agora já nem sei que pensar. Mudas-te para melhor, agora estás a regredir. Não te entendo. Foi preciso coragem para deixar para trás o que deixas-te. Mas agora não me pareces nada a não ser um cobarde. Um garotinho com medo do escuro Que se passou? Quem és tu? Já não percebo nada, não sei que pensar. Desisti de ti. Desculpa. Mas já não tenho forças. Já lutei tanto, que agora deixo as minhas armas a teus pés.Desarmada de tudo. Vou apenas levar-me pelo vento. Sem sentir, sem pensar.
Criei uma esfera na qual repouso, na qual tu não podes entrar. Somos como uma prenda sem laço. Odeio sentir isto. Odeio pensar isto. Desculpa, mais uma vez. Talvez isto mude. Talvez não. Desta vez não vou tentar descobrir. Vou esperar pacientemente na minha esfera. Vou fazer da tua vida uma televisão, na qual me sento a observar. Todas as histórias têm um fim. Qual é o nosso?

(10.01.2011)

.

Tocas-me a face. Tens um toque algo doce, algo bruto. Beijas-me os cabelos. Arrepias-me o pescoço. Liberdade. Dispo-me de sentimentos, de pensamentos. Só tu e eu. Uma relação breve, mas intensa. De certos vai e vens. De incertos momentos. Mas dás-me algo que tanto anseio: paz. Breve. Rara. Mas forte. Não é imaginação minha, não...
Jogas ao esconde-esconde comigo.” Não vás”, peço-te. Mas tu vais, mais uma vez. Para voltares quando eu menos esperar.

Chuva 

(10.012011)

Tempestade

O céu grita, angustiado. Mostra a sua cara de zangado. Liberta tudo o que reteve por tanto tempo. Chora. Mas as suas lágrimas são doces, não salgadas.
Desta vez apeteceu-me gritar com ele. Chorar com ele. Sentir a sua força na minha pele, deixar as suas lágrimas lavar a minha alma, os meus pensamentos, as minhas preocupações. Mas quando dei conta passou, o céu ficou azul.
“Não é justo” pensei “até a tempestade me virou as costas…”


(10.012011)

Arco íris

A amizade é como papel. Tanto fazemos belos desenhos como escrevemos palavrões. Às vezes rasga-se um pedaço, mas cola-se. Às vezes escrevemos sozinhos, às vezes escrevem connosco. Às vezes o papel limita-se a ficar em branco. Às vezes desenhamos um bonito arco-íris.
Sempre achei que a amizade tem as cores de um arco-íris. Mas os arco-íris só aparecem porque chove e faz Sol. Nas amizades também chove e faz Sol.
Quando é noite, o papel está escuro, desenhamos uma estrela. Esperança. Apoio. Força.
Mas às vezes acontece um desastre. Chega-se lume ao papel e este arde, só sobram cinzas. E as cinzas não colam.

(10.012011)

Sou dona do meu castelo

Fechei as portas ao público. Cada pessoa que entrava era uma desilusão que trazia. Desisti. Desisti das pessoas, desisti das desilusões. Tijolo a tijolo construí uma fortaleza. Nada entra, nada sai. É uma protecção, um escudo. Foi sem querer. Juro. Mas agora está feito, não há como voltar atrás. Ou há? Não sei. “Só sei que nada sei”, lá dizia o outro e muito bem. Um murmúrio enche os corredores. É só o vento. Ou serão os meus pensamentos? Tenho as ideias baralhadas. Sou a Rainha do meu castelo. Mas às vezes pergunto-me se não precisarei de um Rei..
(10.01.2011)