Escrevo. Escrevo sem nexo, sem rumo, sem destino. Escrevo para ti, mesmo sabendo que nunca me vais ler, mesmo sabendo que seria desastroso se algum dia me lesses.
Escrevo porque arruinas-te o meu conto de fadas, porque arrancas-te brutalmente dos meus olhos os óculos cor-de-rosa. Eu teria dos tirar um dia, sim. mas não precisava ser assim. Mostras-te que o que eu considerava a minha vida afinal foi uma ilusão. Uma mentira. E isso dói tanto, mas tanto...
Quem és tu, quem sou eu? O que fomos nós? E o que somos agora? Somos algumas coisa ou apenas dois estranhos a tentar manter laços imaginários? Acho que me perdi nesta teia que foste tecendo à minha volta. Ajuda-me. Mostra-me o caminho a seguir...
(12.01.2011)
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