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sábado, 5 de março de 2011

Adeus

Grito calada as palavras que nunca te direi.

Choro todos os sorrisos que tivemos.

Fecho os olhos e olho para ti. Lembro-me como eras fragilmente forte, como brilhavas de forma tímida, como os teus gestos eram sossegados, como transmitias calma à tua volta.

Fiz de ti uma parte de mim. Estive sempre quando precisas-te, e quando não precisavas, eu estava lá na mesma.

Vimos passar as nossas vidas calmamente agitadas.

Mas tudo muda, nada é eterno.

E aqui me despeço de ti, porque um dia tu abrirás os olhos…mas nesse dia, o meu coração já estará fechado.

(23.2.2011)

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